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Relações Internacionais vai promover eventos sobre ATHIS e patrimônio

A Comissão de Relações Internacionais do CAU/BR (CRI) decidiu, na primeira reunião do ano, realizada na última quarta-feira (31/01), promover dois eventos internacionais ainda neste ano. De acordo com o coordenador Fernando Márcio de Oliveira, um deles é o Seminário Internacional de Preservação Participativa do Patrimônio: Fábrica de Restauro, previsto para os dias 10 e 11 de setembro, em São Paulo. 

 

Primeira reunião da Comissão de Relações Internacionais em 2018: Jeferson Navolar, Nádia Somekh (coordenadora-adjunta), Eduardo Pasquinelli, Ana Laterza (servidora do CAU/BR), Fernando Oliveira (coordenador) e Helio Cavalcanti
Primeira reunião da Comissão de Relações Internacionais em 2018: Jeferson Navolar, Nádia Somekh (coordenadora-adjunta), Eduardo Pasquinelli, Ana Laterza (servidora do CAU/BR), Fernando Oliveira (coordenador) e Helio Cavalcanti (Foto: Emerson Fonseca Fraga – CAU/BR)

 

Nádia Somekh, coordenadora-adjunta da Comissão, explica que a ideia é apresentar e buscar a viabilidade de implementação no Brasil do modelo britânico de preservação – um tipo de assistência técnica participativa voltada ao patrimônio público. “Na Inglaterra, há uma pequena agência local para cada patrimônio histórico arquitetônico, todas ligadas à organização “The Heritage Alliance”. Cada agência dessas tem um arquiteto projetista, um responsável pelo restauro e um captador de recursos. A iniciativa é sustentável e integra a comunidade”, explica.

 

De acordo com Nádia, a ideia é trazer lideranças internacionais no assunto para e capacitar representantes de organizações brasileiras com capacidade de multiplicação, como o Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB) e os sindicatos de arquitetos e urbanistas. A intenção é que essas instituições possam identificar e formar grupos locais para manutenção do patrimônio. São três eixos de trabalho: o fortalecimento institucional das organizações e dos arquitetos e urbanistas; o financiamento e sustentabilidade do patrimônio, com estímulo à economia criativa; e a inserção do bem tombado em um panorama urbano, de forma integrada e não isolada da cidade. “Não basta restaurar. Patrimônio não é só restauro, mas é projeto de Arquitetura, é inserção no contexto urbano”, ressalta a conselheira.

 

O outro evento a ser promovido pela CRI em 2018 deve ser o R/Udat, do American Institute of Architects (AIA), que difunde conhecimento projetos de assistência técnica para habitação de interesse social (ATHIS) em âmbito local. “Vamos entrar em contato com eles para viabilizar a realização”, afirma Fernando Márcio de Oliveira.

 

UIA.2020.RIO

 

A CRI discutiu ainda uma maior aproximação com a organização do 27º Congresso Mundial da União Internacional de Arquitetos, o UIA.2020.Rio. “A diretoria da UIA vem ao Brasil no início de março e queremos saber como a Comissão pode colaborar mais com o trabalho”, conta o coordenador Fernando Márcio de Oliveira.

 

“Temos como nossa coordenadora-adjunta Nádia Somekh, suplente da cadeira do Brasil na UIA. Queremos trabalhar para implementar localmente ações que promovam o Congresso”, destacou Fernando. 

 

CAPACITAÇÃO PARA O MERCADO EXTERIOR

 

Os conselheiros decidiram ainda dar prosseguimento ao programa Capacitação para o Mercado Exterior, que em 2017 realizou sete oficinas em todo o Brasil. Foram treinados mais de 300 arquitetos e urbanistas de áreas fronteiriças e das maiores capitais para ampliar o mercado de trabalho dos profissionais brasileiros para países vizinhos como Argentina, Paraguai, Uruguai e Guiana Francesa.

 

“Queremos realizar mais cinco oficinas neste ano: uma em São Paulo e quatro em outras cidades do País. Já estamos conversando com a Apex-Brasil e o CAU/SP, que nos apoiam na iniciativa”, relata Fernando Márcio de Oliveira. Clique aqui para saber mais sobre o programa de Capacitação.

 

ACORDOS E PARCERIAS

 

“Uma questão que a nossa Comissão está analisando de forma urgente é a aplicação do acordo entre o CAU/BR e a Ordem dos Arquitectos de Portugal (OA). Estamos recebendo relatos de profissionais brasileiros com dificuldade de obter o registro português”, relata o coordenador da CRI. “Vamos analisar o texto do acordo e trabalhar em meios de equacionar essas situações”.

 

Além dos projetos iniciais, os novos conselheiros se inteiraram das ações desenvolvidas nos últimos anos. A comissão se reúne novamente no dia 7 de março.

 

 

Por Emerson Fonseca Fraga, Jornalista do CAU/BR

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