CAU/BR

“Reserva técnica”: empresa acata Código de Ética e suspende prêmio

A Tégula, uma empresa do grupo Eternit, fabricante de telhas de concreto, anunciou que “devido a Regra 3.2.16 do Código de Ética e Disciplina do CAU/BR, inciso VI do artigo 18 da Lei No. 12.378”, suspendeu o prêmio Tettocash.

 

Segundo a empresa, seu objetivo é não prejudicar “nossos parceiros arquitetos/engenheiros integrantes dos clubes Prime e Plus, pois identifica-se como pagamento”. A empresa ressalta ainda que “a punição por receber esse tipo de bonificação é passível de advertência, multa, suspensão ou cancelamento do registro profissional”. O comunicado foi feito à equipe de vendas da Tégula pelo departamento de marketing da empresa.

 

O item 3.2.16 do Código de Ética e Disciplina do CAU/BR combate a prática da chamada “reserva técnica”, ou seja que o arquiteto e urbanista “deve recusar-se a receber, sob qualquer pretexto, qualquer honorário, provento, remuneração, comissão, gratificação, vantagem, retribuição ou presente de qualquer natureza – seja na forma de consultoria, produto, mercadoria ou mão de obra – oferecidos pelos fornecedores de insumos de seus contratantes”.

 

Em 2015, o CAU/BR deu início a uma campanha de valorização profissional ‘ contra a “reserva técnica” objetivando primeiramente conscientizar os profissionais. Para 2016 estão previstas novas ações, agora tendo como público-alvo lojistas, fabricantes e estudantes.

 

 

Peça da campanha de 2015 contra a “reserva técnica”

 

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Haroldo Pinheiro: “reserva técnica” prejudica arquitetos e a imagem da profissão

 

Publicado em 27/01/2016

 

0 resposta

  1. Existem lojista que oferecem e existem Arquitetos que exigem .. Há os dois lados, sou lojista e tenho acompanhado tudo isso e na maioria das vezes a citação é de que o lojista é o vilão. Tenho visto nos últimos anos arquitetos que aparecem do nada e dizem sou arquiteto e trabalho com RT de X %. Tenho visto o profissional dizer fulano paga X pra mim e eu responder então compra com ele … e ele nem passar mais na porta da minha loja.Na minha região não são avaliados, bom atendimento, entrega, bons produtos, etc … são avaliados comissão .. Quem comissiona mais vende mais. E é engraçado que o bom profissional não faz essa exigência, não pede RT, não questiona ou se quer pergunta. Esse vem porque é bom profissional e quer o melhor para seus cliente por isso vem a nossa loja.

  2. Decisão correta, o caminho é esse!
    Mas há um longo caminho para o CAU e a categoria percorrerem na valorização dos honorários profissionais do arquiteto, inclusive na relação com outras categorias com atribuições compartilhadas e que se habituaram na má prática de oferecer projeto arquitetônico gratuito a quem contratar a execução da obra.

  3. Nós arquitetos, temos que aprender a prestar serviço para os clientes, e não para lojistas, acho um abuso o que alguns profissionais fazem.

  4. E como ficam esses núcleos que pontuam e premiam os profissionais aparentemente “legais” e com diversos profissionais renomados em suas diretorias, alguns inclusive com apoio de associação comercial e industrial da cidade
    não seria uma RT disfarçada de pontos, viagens, descontos, com a desculpa de desenvolver as industrias?

  5. Aproveitando a deixa…e a perda de FOCO.
    Tudo é uma questão de ponto de vista e nomenclatura.
    Remuneração equivalente por produtividade.
    Pelo valor do bem comercializado.
    Pelo que disseram que vale seu serviço prestado.
    Taxa, Índice, porcentagem sobre CUB, tudo isso é IMPOSTO.
    Simplesmente impõe que seu serviço seja remunerado por taxas de referencia e tabelas com cálculos impraticáveis…e por outro lado tem ENTIDADE QUE NOS DÁ um banho de COMO SE GANHAR um DINHEIRO “BEM GANHO”. NINGUÉM APONTA FALTA DE ÉTICA AOS ESPECULADORES. A especulação sobre todo seu serviço (projetos e responsabilidade por 5 anos).
    ISSO SIM É TRABALHO. A OBRA MAL ACABA E JÁ TEM CATEGORIA NO MERCADO GANHANDO EM CIMA DO QUE VOCÊ PRODUZ COM TANTO SUOR…reserva técnica não chega nem perto dos 3 a 5% do valor do “seu” imóvel construído que senhores engravatados superestimam…não!!! AVALIAM! que, o que voce criou tem um VALOR agregado tal…e bla bla bla.
    “A corretagem é uma taxa paga à título de remuneração de um intermediário financeiro pelos seus clientes. Normalmente, a corretagem é paga no momento da realização de uma operação de compra e venda de ativos mobiliários e corresponde à uma taxa fixa (corretagem fixa) ou uma porcentagem do volume do negócio realizado (corretagem variável).”
    Comentei com um cliente sobre a remuneração que ele pagou pelos serviços prestados pelos profissionais Arquitetos e Engenheiros…e o quanto ele estava pagando pelo serviço de corretagem; e para meu espanto, ele disse pagar com mais “prazer” o corretor, pois este gera lucro para ele.
    PARABÉNS AOS ESPECULADORES…QUE MANTEM ENGENHEIROS E ARQUITETOS TRABALHANDO E AQUECENDO ESTE MERCADO TÃO JUSTO E RENTÁVEL.

  6. Finalmente! Vamos acabar com esta prostituição da profissão!!!
    No paraná tem uma associação Ponto de Apoio, em que lojas e profissionais pagam jóia e anuidade para fazer parte do “Programa de Pontos” um absurdo!

  7. O pior é que muitos lojistas ainda acham justa… Ficam nos convidando a comprar nas lojas deles por que fazem RT, e não por que a loja tem produtos bons, preços justos ou eficiência na entrega. Um absurdo.

  8. Parabéns ao Cau e a Eternit. A Reserva Técnica é um absurdo.
    Sempre devemos lembrar que se cobramos integridade do Governo e políticos temos que buscar antes de mais nada em nossas vidas e profissão.
    Reserva técnica é corrupção com um nome mais bonitinho…
    Quem paga nosso trabalho é o cliente não o fornecedor com a melhor reserva técnica.

  9. Corajosa, a Tégula,é por aí mesmo. Se não forem as atitudes de coragem como mudaremos o mercado? Na oportunidade gostaria de sugerir ao CAU que é preciso mesmo reforçar a imagem do arquiteto como solucionador de espaços e não aquele que encarece a obra. Em brincadeiras no facebook, vemos que a população em geral tem uma idéia de que, nossa profissão é legal e o que fazemos é muito lindo e trabalhado,mas encarece a obra, em contrapartida ao nosso colega engenheiro, que segundo alguns pensam, fazem é barateá-la.Precisamos trabalhar em nossa forma de abordar os projetos,amadurecendo,e precisamos de um reforço em mídia, para mostrar à população que a obra não pode ter só um ponto de análise:o custo. O caso de d. Dirce foi sensacional, é preciso continuar com estas iniciativas.

    1. Arlete, teremos novas campanhas neste ano abordando o “barato que sai caro” e instruindo a população sobre o que faz o arquiteto e urbanista. Aguarde novidades em breve!

    2. Claro que encarece, pois, se em cada produto e/ou serviço que o cliente comprar estiver uma margem de benefício para o arquiteto, além de sua remuneração pelo projeto/especificação, e administração não tem que aguente.

  10. Essa “reserva Técnica” virou um câncer… Já vi cada absurdo…

    E esses grupos formados por lojistas/fornecedores, que pontuam os profissionais de acordo com as vendas e que depois transformam a pontuação em viagens e prêmios, também não se enquadrariam nessa regra do código de ética do CAU?!

  11. Vejo como uma honrosa e acertada decisão!
    A Reserva técnica é pautadas sobre; regras, e as regras denotam boas condutas e sobre tudo Aspectos de Ética Profissional e de ordem Cívica.

  12. Porque o CAU só se preoculpa com esse tema???
    Acho que tem FATOS mais GRAVES, que poderiam abordar!!
    Como por exemplo: SITES DE FALSOS ARQUITETOS, onde oferecem projeto Arquitetônico Completo por apenas R$ 3,00 /m2
    Isso sim FERI NOSSA PROFISSÃO!!!!
    Acho que NÃO É nada ÉTICO, deixar isso acontecer assim, SEM PUNIÇÃO NENHUMA!!!!

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