CAU/BR

Nova sede CAU/BR+IAB/DF: equipe paulista vence concurso de Arquitetura

nova-sede
Perspectiva do projeto vencedor do concurso para a nova sede do CAU/BR+IAB/DF

 

A equipe liderada pela arquiteta e urbanista Taís Cristina da Silva foi a grande vencedora do Concurso Público de Arquitetura da Nova Sede do CAU/BR e do IAB/DF, em Brasília. Segundo a comissão julgadora, o projeto de estudo preliminar destacou-se pela sua “imagem forte e austera”, com uma grande praça lateral de transição e convívio, e pela clareza na espacialização do programa. A equipe vencedora receberá um prêmio de R$ 70.000 a título de premiação e remuneração pelos estudos preliminares e um contrato no valor de R$ 1,4 milhão para realizar o projeto completo e complementares da obra.

 

Taís, 36 anos,  é sócia do escritório São Paulo Arquitetos, junto com o arquiteto e urbanista Paulo Roberto Barbosa, de 38 anos. Ela formou-se Universidade Mackenzie, em 2004, e ele pela Universidade Santa Cecília (Santos) em 2005. O escritório vai fazer quatro anos de existência no início de 2017, mas ambos já têm uma grande experiência em concursos, acumulada desde a época em que atuaram no escritório Biselli+Katchborian Arquitetos. Nesse período,  a arquiteta  participou das equipes que venceram os concursos do  Centro Judiciário de Curitiba,  do Aeroporto de Florianópolis e do Teatro de Natal. Já em seu escritório,  ficou com o 3º lugar no concurso para a Casa da Sustentabilidade de Campinas e, junto com Paulo Roberto, recebeu menção honrosa no concurso para a Estação Almirante Ferraz na Antártida. Para o concurso da nova sede do CAU/BR e do IAB/DF, eles se associaram ao escritório Coa Arquitetos, de Cássio Oba, também de São Paulo, 33 anos de idade, e igualmente participante de diversos concursos. Seus sócios são Gabriel Cesar, de 34 anos, e Eugenio Conti, de 33 anos. Todos formados pelo Mackenzie.

 

O concurso recebeu 328 inscrições. Dos inscritos, 218 enviaram o estudo preliminar no prazo. “Nunca vi um concurso com tantas colaborações como este. Quero agradecer a todos os concorrentes por terem se disposto a oferecer essa contribuição para a primeira sede do CAU/BR e nova sede do IAB/DF. É importante sublinhar essa contribuição que cada colega dá ao debate sobre Arquitetura”, afirmou o presidente do CAU/BR, Haroldo Pinheiro. Para o presidente do IAB/DF, Matheus Seco, trata-se de um momento histórico. “Esse edital foi muito bem-sucedido.  É uma evolução na garantia da contratação do projeto completo, permitindo manter o projetista do início ao fim do processo”, disse. “Esse concurso, além de ter o simbolismo da sede e da união CAU e IAB, também é um exemplo em questão de concurso público de projetos”, completou.

 

foto-mesa
Aleixo Furtado falou em nome da comissão julgadora no evento de anúncio do resultado do concurso, na última terça-feira (14/11), em Brasília (DF)

 

Igor Campos, coordenador do concurso, destacou a qualidade do trabalho da comissão julgadora. “Tivemos uma diversidade muito grande de projetos. Foi um trabalho hercúleo para a comissão conseguir avaliar com o critério necessário para conseguir obter uma boa deliberação. Acabaram chegando em um resultado bastante profícuo para as duas instituições. Mais uma vez o concurso se mostra a melhor forma de contratação de um projeto de Arquitetura e Urbanismo, inegavelmente”.

 

O arquiteto e urbanista Aleixo Furtado (DF), membro da comissão julgadora, elogiou a qualidade das participações. “Foram necessárias seis rodadas de julgamento para selecionarmos o projeto vencedor. Trabalho magnífico de muitos arquitetos do país. Continuem participando”. Além dele, fizeram parte da comissão os arquitetos e urbanistas Bete França (SP), Bruno Santa Cecília (MG), Glauco Campello (PE) e Roberto Loeb (SP).

 

A próxima fase do concurso é a verificação das habilitações dos cinco projetos vencedores, com base nos documentos entregues juntamente com os trabalhos avaliados. Nesta sexta-feira (18/11) será divulgado o resultado final da etapa e aberto prazo para recursos, que podem ser apresentados até o dia 24/11. Em seguida, será realizada a premiação e assinatura do contrato com a sociedade vencedora do concurso para o desenvolvimento do projeto completo e complementares.

Clique aqui para ver o resultado completo, com os demais vencedores e menções honrosas, no site oficial do concurso.

 

Veja mais imagens do projeto vencedor (acesse aqui a íntegra):

 

nova-sede3

 

novasede-4

 

nova-sede2

 

nova-sede5

 

COMEMORAÇÃO – Taís Cristina da Silva conta que desde a manhã do dia da divulgação do resultado ela e o sócio Paulo estavam com enorme expectativa aguardando a transmissão do evento pela internet. “SabÍamos que era uma disputa difícil, dado a importância do projeto, o número de concorrentes, muita gente competente. Quando saiu o resultado foi uma alegria enorme”, afirmou ela.
Paulo Roberto Barbosa complementa: “Ficamos muito felizes e agora temos um enorme desafio pela frente que é construir um prédio à altura da importância das duas entidades , contribuindo para uma cidade melhor e dando força ao trabalho dos arquitetos em geral”.
Segundo Cassio Oca, além da felicidade pelo resultado do concurso, há outra alegria muito especial: a responsabilidade de projetarem e construírem a “casa dos arquitetos”. Logo após a cerimônia de anúncio do resultado, os premiados receberam telefonemas do presidente do CAU/BR, Haroldo Pinheiro, e do presidente do IAB/DF, Matheus Seco, que cumprimentaram a equipe pela proposta vencedora.
equipe-vencedora
Taís Cristina da Silva e Paulo Roberto Barbosa, do escritório São Paulo Arquitetos, autores da proposta vencedora (Foto: Divulgação)

 

PRÊMIOS – Além do contrato de prestação de serviços para a equipe vencedora, serão distribuídas as seguintes premiações às equipes classificadas nos cinco primeiros lugares:

 

1º colocado, R$ 70 mil: Tais Cristina da Silva, São Paulo/SP (clique para ver o projeto)
2º colocado, R$ 20 mil: Bernardo Richter, Curitiba/PR(clique para ver o projeto)
3º colocado, R$ 15 mil: João Paulo Meirelles de Faria, São Paulo/SP(clique para ver o projeto)
4° colocado, R$ 10 mil: Frederico André Rabelo, Goiânia/GO(clique para ver o projeto)
5° colocado, R$ 5 mil: Álvaro Luis Puntoni, São Paulo/SP (clique para ver o projeto)
Menção honrosa: Renato Dal Pian, São Paulo/SP (clique para ver o projeto)
Menção honrosa: Marlon Rubio Longo, São Paulo/SP (clique para ver o projeto)

 

A nova Sede do CAU/BR e do IAB/DF será localizada no Lote 21 da Quadra 603 do Setor de Grandes Áreas Sul (SGAS), em Brasília-DF, com acesso pela via L2 Sul. A área útil do edifício projetado deve ter até em 5.000 m² (cinco mil metros quadrados), com mais até 2.500m² (dois mil e quinhentos metros quadrados) de construção em subsolo destinado exclusivamente a estacionamentos, locais técnicos e prumadas de circulação vertical. A verba destinada para a obra é de R$ 14 milhões.

 

Clique aqui para acessar o resultado e a ata completa de julgamento.

 

Clique aqui para acessar as íntegras de todas as propostas inscritas.

 

 

Publicado em 14/11/2016

MAIS SOBRE: CAU/BR

36 respostas

  1. Magnifico Projeto, parabéns e sucesso sempre aos vencedores. E aos demais candidatos, deixo também os parabéns merecidos.

  2. .
    PARABÉNS aos Colegas Taís Cristina da Silva e Paulo Roberto Barbosa, pelo Formidável Projeto !
    .
    Analisando os outros que foram apresentados, eu confesso que se estivesse na Comissão Julgadora, teria muitas dificuldades para decidir pelo vencedor…
    .
    Considero todos, de altíssimo nível.

  3. O CAU e IAB poderiam disponibilizar agora, passado o concurso, a documentação que foi encaminhada aos inscritos: programas, imagens, informações do terreno e etc.

  4. Ao projeto vencedor do IAB-DF.

    O IAB-DF tem promovido reuniões para a apresentação de projetos vencedores. O que representa uma oportunidade para o conhecimento das propostas, mais detalhadamente, e o ponto de vista das equipes vencedoras.

    Este espaço de comentários do CAU também é muito importante. Aqui descobrimos as ideias de nossos colegas brasileiros. Um espaço democrático, e atual, que nos permite abordar os nossos próprios pontos de vista.

    Confesso que não tenho conhecimento, do catálogo formal, do que se vem propondo, como volumetria arquitetônica, atualmente Brasil afora. Mas aqui no DF, são os Arquitetos paulistas, que vem conseguido impor a sua arquitetura.

    O que me permito postar neste espaço democrático de discussão, a respeito do projeto vencedor, não se trata de elogio ou crítica destrutiva, mas apenas uma pequena reflexão: As soluções propostas pelos arquitetos paulistas têm sido muito semelhantes.

    Refiro-me particularmente ao edifício, já construído e entregue, da Confederação Nacional dos Municípios (razão de concurso público também, e, igualmente vencido por SP), que fica localizado no Setor de Grandes Áreas Norte – SGAN 601/602, mais precisamente atrás do LACEN-DF. Se não me engano, incluo também o projeto vencedor do SESC ou SENAI (desculpem, mas não fiz a pesquisa) igualmente razão de concurso público e também para o DF.

    Os projetos vencedores paulistas nos presenteiam com a mesma solução retangular em pilotis e com acesso lateral ao subsolo garagem. O retângulo envidraçado, cobertura plana, em estrutura metálica, “fachada rideau” e telas metálicas (screen) de proteção solar, começam a se tornar repetitivo e de uso retórico.

    Colocando-se esses dois projetos (e talvez o terceiro mencionado acima), um ao lado do outro, será difícil separar as diferenças: tanto de partido, quanto de solução construtiva e formal. Isto contraria a “alma da Arquitetura”, que por obrigação, deve ser sempre inovadora e desafiadora.

    Sabemos que esta “linguagem formal” tem sido muita a tônica, tanto nacional quanto internacional. Mas os Arquitetos devem sempre estar “virando a página” sempre! E nós, Arquitetos brasileiros, parecemos estar um pouco a reboque das inovações inerentes da arquitetura, e estamos sempre, “copiando” e não “inventando”.

    Apenas para ilustrar o que gostaria de “alfinetar” cito o recente prêmio Pritzker do Arquiteto chileno Alejandro Aravena. Sim ele também faz os “cubos”, os “retângulos”, mas faz de forma autóctone e inovadora.

    Arquiteto Marco De Amorim UNB-DESA

    1. Ok obrigado e já consultei.
      Para mim o primeiro lugar ficaria com o terceiro colocado.

    2. Caro Marco

      Sem nenhuma espécie de ironia, você tem toda razão. Mas é importante ir além desse raciocínio. Se nos questionarmos sobre a monumentalidade desse edifício, certamente não haverá destaque algum neste aspecto, visto que isso nunca foi relevante para nós durante o desenvolvimento do projeto. Se nos questionarmos sobre o que existe de novo, ou de invenção, mesmo sabendo que é tanto complexo tratar de invenção em arquitetura, novamente constataremos que não existe nenhum destaque nesse quesito. Mas, se nos detivermos numa análise cuidadosa de toda a informação que este projeto precisa equilibrar, e o edital é muito preciso neste aspecto, podemos então, talvez, chegar à conclusão de que esse projeto teria uma chance.

      Paulo Roberto
      São Paulo Arquitetos

    3. Caro Marco,

      Obrigado pelo seu comentário. Ele traduz meu sentimento frequente em relação aos projetos vencedores de concursos de arquitetura brasileiros e espero que possa gerar reflexão a outros profissionais. Me pergunto se a origem do problema se encontra mais nos arquitetos autores das propostas ou nos arquitetos que compõem as comissões julgadoras.

      Abraço

      Arq. Mauro Paradella

    4. Paulo Roberto,
      Parabéns pelo seu prêmio. Não quis me referir ao termo “invenção” como algo novo no aspecto construtivo, mas no plano da forma. Nisto o projeto do terceiro colocado destoa dos demais, mesmo se utilizando de uma versão formal igualmente atual. Se o terceiro colocado, foi igualmente eleito, então ele também “se deteve nas análises cuidadosas e precisas do Edital”.
      Não creio e nem tenho a pretensão de questionar o julgamento da Comissão. De todo coração nosso debate é pela Qualidade da nossa Arquitetura. Como já postei anteriormente, espero sinceramente, que os próximos Concursos de Arquitetura promovidos pelo CAU/IAB possam ser analisados pela Comissão, feito o julgamento de quantos merecerem as apreciações, porém permitir democraticamente que a nossa classe (com as anuidades em dia) votem pelo vencedor final. Fica a sugestão.

  5. Para os futuros concursos de arquitetura fica uma sugestão:
    A Comissão Julgadora faria a seleção, e posteriormente, submeteria os projetos crivados ao julgamento da categoria.
    Democracia a ser exercida e exemplificada.

  6. Parabéns aos colegas vencedores e aos candidatos que disputaram o certame. Parabéns também aos organizadores do concurso pela qualidade apresentada.

  7. Se Niemeyer participasse não teria a menor chence. Prevalecem as mesmas retas.
    O prédio ficará exposto do lado do sol (norte)

    1. Olha, o prédio está implantado diagonalmente ao norte. Aquele imenso pergolado está protegendo a fachada nordeste, e a noroeste possui previsão de brises móveis. Acho que nesse quesito de insolação está OK.

  8. .
    Observando (e analisando) alguns comentários “Pós-Concurso”, percebemos como é FUNDAMENTAL A OMISSÃO DOS DADOS dos Profissionais Participantes (Principalmente dos respectivos Estados).
    .
    Pois se não fosse dessa forma, os Profissionais Arquitetos e Urbanistas de São Paulo classificados em 1º., 3º., 5º. e em Menções Honrosas é que não teriam a menor chance…

  9. Muito bom o projeto e a apresentação.
    Mas as guaritas não precisariam ser suprimidas das imagens…

  10. É uma lástima que nossos jurados sigam premiando exclusivamente a funcionalidade. Em termos de criação, inovação, avanço e identidade da linguagem arquitetônica não vemos nada. Trata-se de um projeto típico dos anos 70, sem nenhuma expressividade. A sede do CAU-BR merecia um edifício marcante, que obtivesse inclusive prêmios externos. Uma lástima!

  11. Ok, Tá mas a nova cede do conselho dos Arquitetos e Urbanistas de um dos maiores países do mundo, terra de mestres como Niemeyer, Mendes da rocha e Burle Marx é simplesmente só mais uma caixa de sapatos com brises e água, pra suportar o calor de Brasília ? cade a inovação? atemporalidade? o espanto ?não me enche os olhos. Meus parabéns aos vencedores pela façanha.

  12. Que desagradável. Nunca vi coisa igual a essa grande falta de respeito em relação aos colegas vencedores !!!!!!!!

  13. Qual vão iniciar a execução do projeto, pois até hoje nem, sinal das obras?
    Será mesmo que vão conseguir cumprir os prazos estabelecidos?

    1. Fico feliz por isso, pois tempestividade é sinônimo de competência. Parabéns a comissão que acompanha os trabalhos.

  14. Sou Arquiteto e Urbanista e gostaria de saber quando será a inauguração da nova sede do CAU-BR? Também gostaria de saber se haverá algum benefício para o Arquiteto e Urbanista após a entrega da sede, como: Biblioteca, Espaço para encontro de Arquitetos Etc?

    1. Triste demais em saber dos altos salários pagos aos servidores do CAU-BR, e em contrapartida nem sequer respondem uma simples pergunta aos profissional que matem toda essa entidade. lamentável demais.

  15. Vai ser pago com dinhero so do CAU Brasilia o vamos que ter que pagar tudos os arquitetos do Brasil??? Acredito que no esta devidamente divulgado este ponto financeiro; Obrigado

  16. O projeto que levou menção honrosa de Renato Dal Pian, é sem dúvida uma cópia do projeto do NASP, mesmo partido arquitetônico, do mesmo arquiteto. Enfim, não quis perder o projeto e inscreveu em dois concursos. No outro foi vencedor.

  17. Gostaria de ter acesso as equipes vencedoras com todos os nomes pois fica difícil fazer pesquisa e não ter acesso a essas informações em nenhum local

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

NOTÍCIAS EM DESTAQUE

CAU/BR

CAU/BR aponta protagonismo feminino na arquitetura e urbanismo durante 98º ENIC

CAU/BR

Comissões do CAU/BR debatem temas de interesse dos arquitetos e urbanistas

CAU/BR

CAU/BR celebra uma década dos primeiros empregados públicos efetivos

CAU/BR

CAU/BR inaugura Galeria de Presidentes com a presença de três ex-presidentes

Pular para o conteúdo