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RJ: Projeto de arquitetura é a atividade mais realizada por arquitetas e urbanistas

As arquitetas e urbanistas são maioria no Rio de Janeiro e exercem, predominantemente, atividades de projeto. Aproveitando o gancho do Dia Internacional da Mulher, comemorado nesta quinta-feira, 8 de março, o CAU/RJ mapeou, com base nos dados do Sistema de Inteligência Geográfica (Igeo) do CAU, a atuação dessas profissionais e onde estão localizadas.

 

O estado do Rio conta com 10.866 profissionais mulheres, o que corresponde a 57,33% do total. O levantamento mostrou ainda que a idade média das profissionais é de 45 anos e que a maioria delas atua na Região Metropolitana do Rio de Janeiro.

 

Em relação às atividades exercidas, a de projetos está à frente, com 49,7% dos Registros de Responsabilidade Técnica (RRTs) emitidos, seguido por atividades de execução (32,6%); atividades especiais em arquitetura e urbanismo (11,9%); gestão (3,3%); engenharia de segurança do trabalho (1,6%); meio ambiente e planejamento regional e urbano (0,51%); e ensino e pesquisa (0,32%).  Os dados são referentes aos 175 mil RRTs emitidos por mulheres de 2012 a 2018. (Confira os dados completos nos gráficos abaixo).

 

“Os dados apontam que as mulheres são maioria na profissão em nosso estado. As arquitetas e urbanistas fizeram a maioria dos projetos, mas tiveram uma contribuição pequena no gerenciamento e direção de obras. É importante discutir porque essas diferenças ainda existem, e não apenas no dia internacional das mulheres. Esse é um dos papéis da recém-criada comissão temporária de Equidade de Gênero”, afirmou o presidente do CAU/RJ, Jeferson Salazar.

 

“Acredito que a Comissão possa contribuir para capacitar as mulheres e empoderá-las para que elas saibam que podem estar em todas as etapas, do projeto até a construção”, complementou a Conselheira do CAU/RJ Maíra Rocha, uma das organizadoras do evento Arquitetura: substantivo feminino, realizado pelo CAU no dia 6.

 

A reinserção no mercado de trabalho após a licença maternidade e as desigualdades salariais foram alguns dos problemas apontados pela conselheira. “Como o Conselho pode contribuir para reinserir a arquiteta e urbanista que se afastou do trabalho para ter filhos? Existe a questão da defasagem tecnológica, a perda de contato com os clientes. A Comissão também tem que estar atuante para reduzir o assédio nos escritórios, além da importância de pensar cidades mais seguras para as mulheres”, opinou.

Fonte: CAU/RJ

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