CAU/BR

O RRT como instrumento de valorização da Arquitetura e do Urbanismo

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O Registro de Responsabilidade Técnica (RRT) é o documento que comprova que projetos, obras ou serviços técnicos de Arquitetura e Urbanismo possuem um responsável devidamente habilitado e com situação regular perante o Conselho para realizar tais atividades. Os RRT são gravados no Sistema de Informação e Comunicação do CAU (SICCAU) e compõem o acervo técnico do arquiteto e urbanista. É uma proteção à sociedade e confere legitimidade ao profissional, fornecendo segurança técnica e jurídica para quem contrata e para quem é contratado.

 

Acesse aqui o Guia do RRT

 

O registro estará no centro das atenções do Seminário “O RRT como instrumento de valorização da Arquitetura e do Urbanismo”, que será realizado pela Comissão de Exercício Profissional do CAU/BR em Palmas (TO), nos dias 10 e 11 de novembro. Os debates vão reunir conselheiros, gerentes e analistas técnicos do CAU/BR e dos CAU/UF, com o objetivo de promover estratégias de valorização do RRT em todo o Brasil e discutir melhorias nas regras de emissão do RRT e na sua operacionalização pelo SICCAU.

 

“Muitos arquitetos e urbanistas só acabam dando valor ao RRT após uma carreira de trinta anos, quando percebem a importância de se ter um Acervo Técnico oficialmente regularizado”, afirma o coordenador da Comissão, Hugo Seguchi. “Queremos dar alma ao RRT”. Hugo destaca que o RRT é o instrumento que liga os três pilares do exercício profissional: arquitetos e urbanistas, a sociedade (clientes) e o CAU (que organiza e regula a profissão). A relação entre o RRT e a sociedade é sua proteção através da responsabilidade técnica – responsabilidade civil. “A relação entre o RRT e o CAU é controle de dados e fiscalização. Entre o RRT e o arquiteto é o Acervo Técnico. E entre a sociedade e o Conselho é a proteção que ele oferece contra maus serviços”, afirma. “Não podemos reduzir o RRT à função de ser apresentado aos órgãos de aprovação nas prefeituras”.

 

O conselheiro do CAU/BR Celso Costa (MS) afirma que conseguiu realizar projetos em países como Coreia do Sul e Japão graças ao seu hábito de registrar seus trabalhos por meio do RRT. Segundo ele, essa comprovação oficial foi essencial para que conseguisse fechar os contratos. Veja o depoimento no vídeo abaixo:

 

 

Já o conselheiro do CAU/BR Renato Nunes (SP) fala da origem do RRT e de sua principal função: proteger a autoria do arquiteto e urbanista. Veja abaixo:

 

 

A cidade de Palmas foi escolhida para abrigar o evento por ser a cidade com o maior índice de RRT por arquiteto e urbanista.

 

Veja abaixo a programação completa:

 

Dia 10 de novembro, quinta-feira

8h30    Credenciamento

9h30    Abertura:

Haroldo Pinheiro Villar de Queiroz, presidente do CAU/BR

Joseísa Martins Vieira Furtado, presidente do CAU/TO

Hugo Seguchi, coordenador da Comissão de Exercício Profissional do CAU/BR

Claudemir José Andrade, coordenador-adjunto da Comissão de Exercício Profissional do CAU/BR

Ricardo Martins da Fonseca, membro da Comissão de Exercício Profissional do CAU/BR

José Alberto Tostes, membro da Comissão de Exercício Profissional do CAU/BR

Luis Hildebrando Ferreira Paz, membro da Comissão de Exercício Profissional do CAU/BR

10h        Função e importância do RRT para a sociedade, o profissional e o CAU

10h30   Importância e valor do acervo técnico formado pelo RRT

11h        Importância da inovação e do marketing no mercado de trabalho do profissional de Arquitetura e Urbanismo

11h30   Considerações e comentários dos participantes

12h        Intervalo para almoço

14h        Segurança jurídica do RRT para a sociedade e o profissional

15h        Apresentação dos CAU/UF sobre ações, planos, campanhas e práticas sobre valorização e importância do RRT

17h        Considerações e comentários dos participantes

18h30   Encerramento das atividades do dia

 

Dia 11 de novembro, sexta-feira

9h        Reabertura

9h15   Apresentação sobre o Sistema de Inteligência Geográfica (IGEO) – uso e possibilidades do sistema como ferramenta de gestão

10h      Considerações e comentários dos participantes

10h45  Apresentação das propostas de alterações na Resolução CAU/BR nº 91/2014

12h      Intervalo para almoço

14h      Debate sobre a Resolução CAU/BR nº 91/2014 e operacionalização do SICCAU

17h  Consolidação das contribuições e elaboração de relatório consolidado de encaminhamentos do evento

18h      Considerações finais

18h30 Encerramento

 

 

Publicado em 18/10/2016. Atualizado em 07/11/2016.

MAIS SOBRE: CAU/BR EVENTOS

7 respostas

  1. .
    Não bastasse a mazela da RT (“Reserva Técnica”), ainda praticada por aqueles “profissionais chagados a um jabá”, tenho recebido muitas queixas de Clientes (no caso, pessoas físicas), que estão indignados por serem coagidos por arquitetos, a pagar além das taxas e dos demais emolumentos (que diga-se de passagem, são legalmente devidos) exigidos pelas prefeituras, a pagarem também pelo R.R.T (Registro de Responsabilidade Técnica).
    .
    Essa prática, (a exemplo da RT), acaba prejudicando todos os nossos esforços empenhados na valorização profissional junto à Sociedade Civil, pois é vista pelo Cliente como descortês, inoportuna e também descabida… (com razão).
    .
    Reitero minha posição de vários outros fóruns, de que a Sociedade Civil, NÃO É OBRIGADA A PAGAR por uma taxa devida exclusivamente ao CAU/BR, de inteira responsabilidade do Profissional contratado.
    .
    Portanto, faço aqui um apelo aos Colegas, que sejam honestos e respeitosos com seus Clientes, para o bem da nossa valorização profissional.

    1. Concordo em partes. Primeiramente seria necessário saber onde é a aplicado o dinheiro das RRT’s, é justo que isso seja pago? É justo o cliente ter que pagar? Em contrapartida, é justo o profissional pagar, uma vez que o mesmo já paga 400 e tantos reais de anuidade? Sei não. Há muito a se pensar e solucionar para ser justo com ambas as partes.

    2. Caro Costa
      .
      Só para esclarecer, a questão Não está focada no mérito de o pagamento do RRT ser justo ou injusto…e além do mais, não existe nenhuma relação entre o pagamento da anuidade e o recolhimento da taxa do RRT, pois a exemplo do que também ocorre no CREA, são fontes de recursos distintas.

  2. Realizar este evento em Palmas não seria problema, é importante disponibilizar vídeo deste evento. Seria ade quadro, aliás, de todos os eventos.

  3. srs, Embora haja alguma coerência na decisão de realizar o evento em PALMAS ( RRT/ Arquiteto )penso que em numero absoluto SP deveria receber este evento, pois temos visto diversos problemas no preenchimento e fraudes até na emissão e encaminhamento deste importante documento profissional. o que tenho visto de erros no preenchimento e desvio da sua finalidade, é imenso no mercado de EVENTOS, onde faço a recepção e analise de quase 2000 RRT/mês em meu escritório.
    temos diversas situações vivenciadas que quero apresentar a nossa diretoria da CAU. assim como nos diversos pedidos já feito, fico no aguardo da resposta de mais este comentário.

  4. Parabéns Colega, Coordenador da CEP/BR, Hugo Seguchi. Precisamos realmente rever muitos pontos do RRT. Farei o possível para estar presente nesse seminário, que considero de grande importância a nós profissionais ???????.

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