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Seminário Archinexus: Empresas e governo debatem mercado de reformas populares

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Mercado de reformas no Brasil vem crescendo. No ano passado, arquitetos e urbanistas registraram 123.000 atividades de reforma, número 8,6% maior que em 2018. Existe uma enorme demanda por esse tipo de serviço: conforme pesquisa realizada pelo Instituto Datafolha e o CAU/BR, 85% dos brasileiros que já fizeram obras de construção ou reforma não contaram com a assessoria técnica de arquitetos ou engenheiros. Como responder a esse desafio foi o tema da segunda mesa do I Seminário Virtual Archinexus, promovido pela Comissão de Política Profissional do CAU/BR. Conversa foi mediada pelo conselheiro do CAU/BR Emerson do Nascimento, do Maranhão.

 

Programa Vivenda anunciou um novo modelo de negócios para reformas populares, em parceria com arquitetos e urbanistas e lojas de materiais de construção. O Programa Vivenda é a primeira empresa de Arquitetura e Urbanismo, com registro no CAU, a desenvolver um modelo de negócios exclusivamente voltado a reformas de baixo custo. Esse modelo inclui uma solução completa, com arquitetos, materiais, mão de obra, gerenciamento e financiamento. Empreendimento já ofereceu R$ 2 milhões em financiamento e fez mais de 8.000 reformas em São Paulo, com crescimento de 25% em 2019.

 

Agora,  uma nova Vivenda que está nascendo, uma empresa de tecnologia, segundo o empresário Fernando Assad. Com a arquiteta Taís Genovez na coordenação, criou-se um plug-in do Sketchup, que vai dar um fluxo de informação preciso e com mjita tranapsrência. “Tecnologia BIM é muito importante porque vai permitir que, com uma escala de outros arquitetos trabalhando no país, entender melhor quais são os problemas das casas brasileiras, Brasil afora”, afirmou Taís.

 

“Vocês imaginem os arquitetos e urbanistas ou as as lojas de materiais de construção poderem oferecer um pacto com crédito facilitado, ferramentas para fazer projeto e orçamento e infraestrutura de governança para os investidores poderem colocar o seu dinheiro”, diz Fernando, destacando que, todos os anos, famílias das classes C, D e E gastam R$ 12 bilhões com obras de reforma. “O morador que entrar na loja de material de construção e quiser fazer uma reforma, em vez de receber dois sacos de cimento, ele vai receber uma oferta diferente. Você não quer receber uma visita de um arquiteto, sem compromisso?”

 

ATUAÇÃO DO GOVERNO FEDERAL

A arquiteta Alessandra D’Ávila, do Ministério do Desenvolvimento Regional, contou como estão os planos do governo federal para um novo programa nacional de habitação, baseado em reformas. “Dividimos as necessidades habitacionais em déficit habitacional, gente que precisa de produção habitacional; e inadequação habitacional, que envolve carência de infraestrutura, irregularidade fundiária e a precariedade da moradia”, afirmou.

 

Alessandra conta que existem muito desafios para criar um modelo de programa de reformas em moradias precárias, principalmente em termos de controle dos recursos. “Grande desafio é o risco do crédito, principalmente por ser em áreas irregulares. Muitas iniciativas anteriores não deram certo”, afirma. Por isso o governo quer oferecer financiamento quase integral para famílias com renda menor que dois salários mínimos, para que a família não tenha sua subsistência ameaçada, além de um Fundo Garantidor, para dar as garantias de empréstimo.

 

“Quem vai efetivamente implementar o programa são os arquitetos e urbanistas”, afirmou Alessandra. “Estamos promovendo um Acordo de Cooperação Técnica com o CAU/BR e o CONFEA, para definir o escopo de trabalho dos profissionais, os critérios de habilitação para criação de uma rede de serviços e opções de capacitação para atuação em Assistência Técnica em Habitação de Interesse Social”. Saiba mais aqui. 

 

DESAFIOS SETORIAIS

Fernando Assad afirma que o desenvolvimento de um mercado para reformas populares, seja pelo poder público ou pela iniciativa privada, demanda soluções para uma série de problemas que vão além da Arquitetura e Urbanismo. “Sabemos que os arquitetos estão ávidos para trabalhar nesse setor, mas eles não sabem como”, afirma. “Quem se joga no mercado, como nós fizemos, come grama durante muito tempo”. Ele ressalta que estruturar esse mercado depende de capacitação, financiamento, parcerias, metodologias. 

 

Para isso, Taís avalia que é necessário que os arquitetos e urbanistas promovam essa discussão, levantando questionamentos, debatendo ideias e levantando soluções. “Reforma para baixa renda ainda é uma grande caixa preta no Brasil. Precisamos de muitas vozes, em todos os lugares, falando do que isso se trata”, diz a arquiteta. 

 

Quer saber como foram os outros debates do Seminário Archinexus? Acompanhe as notícias e as redes sociais do CAU/BR, vamos contar tudo em uma série especial de reportagens.

 

Confira a íntegra do evento no vídeo abaixo:

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