RECENTES

Trilhas Urbanas, jogo de tabuleiro com soluções urbanas inovadoras, é lançado no Catarse nesta terça-feira

O Trilhas Urbanas é um jogo de tabuleiro no qual, a cada passo, os jogadores mudam o futuro da cidade. Vencedor do 5o Prêmio de Design do Instituto Tomie Ohtake (2023), o jogo une divertimento, imaginação e soluções urbanas avançadas. Para garantir sua produção, a Pistache Editorial inicia um financiamento coletivo a partir desta terça-feira, dia 29 de agosto, pela plataforma Catarse (catarse.me/trilhasurbanas). A campanha fica aberta até 10 de outubro. O Trilhas Urbanas tem design de jogo de autoria da urbanista e arquiteta Beatriz Martinez e ilustrações de Bruna Martins.

 

 

O jogo foi testado durante três anos e passou por dois protótipos. Foi utilizado em processos participativos com crianças, em jogatinas com a família, em eventos de jogos com adultos. É uma ótima pedida para escolas na discussão sobre temas urbanos.

 

Enquanto um jogador cria desafios que podem acontecer no território-tabuleiro, os outros participantes precisam encontrar as soluções nas cartas que têm nas mãos. O Trilhas Urbanas traz, em suas cartas de soluções, o que há de mais inovador em temas como mobilidade urbana, meio ambiente, patrimônio histórico, cultura, espaços de brincar na cidade, entre outros. Todas as soluções são baseadas em ferramentas implementadas e testadas por urbanistas de vanguarda pelo mundo.

Veja o vídeo com a apresentação do jogo:

 

 

Tabuleiro: caminho que se cria

 

 

O tabuleiro do Trilhas Urbanas é formado por nove peças: a casa (início), a escola (fim) e sete territórios que devem ser selecionados no início da partida, de acordo com a escolha dos jogadores. É nesses territórios que os desafios acontecem e as soluções serão aplicadas.

 

No processo de desenho do tabuleiro, Beatriz Martinez chegou a um formato curvo. “As peças tortuosas do tabuleiro representam uma forma de sair do quadro, de romper a margem, de se enveredar pela cidade e por um caminho que nunca é reto”, explica Beatriz.

 

Por isso, também, o formato do tabuleiro proporciona diversas formas de montagem: a partir da experiência dos jogadores, pode-se selecionar os territórios onde os desafios irão acontecer, e montar da forma que mais fizer sentido para o grupo. As ilustrações contribuem com cor, movimento e diversão – e, não importa a forma de montagem, as ilustrações sempre se encaixam.

 

Os sete territórios são: avenida, praça, escadaria, rua comercial, patrimônio histórico, rio e praia.

 

Veja o vídeo com a montagem do tabuleiro.

 

 

Mecânica do jogo

É o jogador da vez, com os dados de ícones, que formula o desafio que será enfrentado pelos outros participantes. Por isso, cada rodada tem uma história diferente para ser solucionada.

 

Já os outros jogadores buscam em suas cartas de solução a melhor ferramenta para o desafio proposto – e precisam defendê-la com bons argumentos, pois todos os jogadores votam na melhor solução. Cada voto é transformado no número de casas que o jogador irá andar. Quem chegar primeiro ao final do tabuleiro é o vencedor. “É um jogo divertido para pensar em soluções que podem virar realidade. A gente usa muito a criatividade, brincando”, conta João, 10 anos, que jogou o Trilhas Urbanas na fase de testes.

 

 

Mas o jogo é semicooperativo: há sempre dois problemas gerais da cidade que precisam ser solucionados na partida, e só há um vencedor se todos, em parceria, puderem resolver esses problemas durante o jogo.

 

Pensado para crianças a partir de 7 anos, a mecânica de jogo valida o conhecimento dos participantes e ajuda o grupo a se desenvolver e a pensar junto sobre questões da vida real. Ao mesmo tempo em que é divertido, o Trilhas Urbanas promove a reflexão de forma natural e instigante.

 

“Eu aprendi muito com esse jogo porque inventei soluções para os problemas da cidade que eu nem imaginava que podiam ser resolvidos. Mesmo os desafios mais difíceis, quando pensamos juntos, chegamos numa boa solução. Além disso, comecei a pensar no que posso fazer para melhorar a praça aqui na frente do CCA”, contou Pedro, 12 anos, que participou de uma partida em um processo participativo em São Paulo conduzido pelo CoCriança, parceiro implementador do jogo.

 

O financiamento coletivo

 

Para tornar o jogo realidade, a Pistache Editorial vai iniciar um financiamento coletivo, de 29 de agosto a 10 de outubro. É possível apoiar com contrapartidas a partir de R$ 45 reais. A contrapartida que inclui o jogo é de R$ 245 reais (nas primeiras 48 horas, o jogo estará com desconto, saindo a R$ 220). Há também opções de kits de jogos para escolas e uma opção inovadora: a recompensa “Apoie uma escola” – nela, o apoiador pode escolher ou sugerir uma escola pública para receber um kit de jogos e debate com a desenvolvedora do Trilhas.

 

Principais características:

  • Fomento à cooperação para resolução de problemas
  • Estímulo à cidadania e ao direito à cidade
  • Fomento ao debate de políticas públicas
  • Tomada de decisão para a construção de cidades mais humanas
  • Proporciona um ambiente lúdico e criativo de aprendizado urbanístico
  • A cidade como cenário para diferentes disciplinas escolares, baseando-se nas habilidades da BNCC (Base Nacional Comum Curricular)
  • Introduz os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável da ONU (ODS) de forma lúdica, mas aplicado em contexto real e cotidiano
  • Design e mecânica de jogo vencedores de prêmios: Projeto vencedor do 5o Prêmio Design Tomie Ohtake

 

Para participar do financiamento coletivo, acesse: catarse.me/trilhasurbanas

 

 

Quem somos

Este é um jogo produzido por mulheres. Do desenvolvimento ao apoio nas diversas etapas, o jogo teve a contribuição valiosa de muitas especialistas em seus três anos de desenvolvimento. Fazem parte da equipe de produção:

 

Beatriz Martinez, game designer

Urbanista e arquiteta formada pela FAU-USP, é uma das fundadoras do CoCriança, que, com jogos e atividades lúdicas, trabalha o empoderamento infantil para transformar espaços públicos.

 

Bianca Antunes, coordenação editorial e de conteúdo 

Mestra em Desenvolvimento Urbano e Cooperação Internacional (TU Darmstadt/ UIC Barcelona), é jornalista formada e mestra pela ECA-USP. Supervisiona a implementação da iniciativa Urban95 em 27 cidades brasileiras, pelo CECIP, apoiando políticas públicas para a primeira infância. É cofundadora da Pistache Editorial e do Projeto Casacadabra, e autora de livros infantis.

 

Bruna Martins, ilustração

Ilustradora e designer gráfica, formada em arquitetura e urbanismo pela FAUUSP. Publicou seu primeiro livro ilustrado, O Tango do Gato, em 2022. Atualmente, colabora no Estúdio Voador e também desenvolve um trabalho independente, focado na ilustração para livros, publicidade e imprensa.

 

Simone Sayegh, apoio pedagógico 

Urbanista e arquiteta formada pela FAU-USP (1995), pedagoga (2020) com especialização em neurociência. Trabalha há 20 anos na difusão da arquitetura em revistas especializadas e sites para o público final. É cofundadora da Pistache Editorial e do Projeto Casacadabra e autora de livros infantis.

 

Saiba mais:

Site: www.pistacheeditorial.com.br

Instagram: @casacadabra_br

Catarse: catarse.me/trilhasurbanas

MAIS SOBRE: RECENTES

NOTÍCIAS EM DESTAQUE

RECENTES

Terceira edição da Revista Urbanidade apresenta desafios e soluções

RECENTES

CAU/SP recebe doação de acervo do arquiteto Miguel Alves Pereira

RECENTES

Edital de consulta pública de solução BIM para automação de projetos de edificações em Minas Gerais

RECENTES

Cadastrados no CAU terão descontos na inscrição da sexta edição do Seminário Internacional A ERA BIM, evento que acontecerá em São Paulo

Pular para o conteúdo