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Veja o projeto vencedor do concurso para o Centro de Ensino Infantil no DF

Imagens do projeto vencedor para Centro de Ensino INfantil do Riacho Fundo II. Crédito: Christian A. de Almeida Nobre, Cínthia Duclerc Verçosa Nobre, Ingrid Schmidt Ori e Marlon Rubio Longo, com a colaboração de Jonas Bernardi.

 

A Companhia de Desenvolvimento Habitacional do Distrito Federal (CODHAB-DF) anunciou os vencedores do concurso público de projeto para o Centro de Ensino Infantil (CEI) do empreendimento Parque do Riacho, no Riacho Fundo II. O concurso teve 84 projetos inscritos, com o envolvimento de mais de 500 arquitetos e urbanistas.

 

O primeiro lugar ficou com o projeto feito pelos arquitetos e urbanistas Christian A. de Almeida Nobre, Cínthia Duclerc Verçosa Nobre, Ingrid Schmidt Ori e Marlon Rubio Longo, com a colaboração de Jonas Bernardi. A equipe de São Paulo receberá R$ 50.000 de premiação. O segundo e o terceiro lugares, ambos de equipes de Curitiba, serão premiados com R$ 20 mil e R$ 8 mil, respectivamente. O julgamento dos projetos foi realizado por uma banca examinadora composta por três representantes da Companhia, um da Secretaria de Educação, um da pasta de Gestão do Território e Habitação, um do Conselho de Arquitetura e Urbanismo e um do Instituto de Arquitetos do Brasil. Veja aqui os projetos premiados. 

 

O evento aconteceu no Palácio do Buriti e contou com a presença do governador de Brasília, Rodrigo Rollemberg. “A preocupação de quem governa é com a celeridade dos processos. E a nossa equipe me garantiu que o concurso, além de qualidade, também garante a celeridade”, afirmou o governador. “A partir desse concursos feitos pela Codhab, queremos espalhar mais equipamentos públicos de qualidade pelo DF”.

 

Segundo o presidente da CODHAB, Gilson Paranhos, o GDF deve promover mais sete concursos desse tipo nos próximos meses. “Brasília foi feita por meio de concurso, bem como a Câmara Legislativa e a terceira ponte. O modelo de certame tem que ser adotado para todas construções realizadas na cidade”, afirmou. O secretário de Gestão do Território e Habitação do GDF, Tiago de Andrade, afirmou que o concurso público é a única política de contratação de serviços de Arquitetura e Urbanismo.

 

Presidente do CAU/BR, Haroldo Pinheiro, discursa na cerimônia de premiação

“Não se trata de uma prática corporativista, mas de uma recomendação da Unesco a todos os seus países-membros”, disse o presidente do CAU/BR, Haroldo Pinheiro. “Concursos são mais vantajosos, transparentes e qualificam melhor nossas cidades”. Em 2015, o Colegiado Permanente das Entidades Nacionais de Arquitetura e Urbanismo (CEAU) realizou um seminário internacional sobre concursos públicos de projetos de Arquitetura e Urbanismo. Saiba mais aqui.

 

Participaram também da cerimônia os secretários de Educação, Júlio Gregório Filho, o administrador do Riacho Fundo II, Francisco Vicemá Medeiros, o presidente do Conselho de Arquitetura e Urbanismo, Haroldo Pinheiro, e o presidente do Instituto de Arquitetos do Brasil, Matheus Seco.

 

Prorrogação de prazo

 

A CODHAB-DF prorrogou o prazo para inscrição no Concurso Nacional de Projetos para Unidade Básica de Saúde. Os interessados podem se inscrever no endereço: www.codhab.df.gov.br/concursos/parquedoriacho-ubs/inscricao

 

Leia no CAU/BR matéria completa sobre a inscrição.

Publicado em 14/03/2016

0 resposta

  1. Escola de Educação Infantil com escadas e sacadas é um risco tremendo, é muito importante valorizar as áreas externas tendo em vista que nesta idade o trabalho externo é muito importante como o da sala de aula. Janelas amplas também são importantes pois as crianças não possuem imunidade por não terem tomado todas as vacinas, sendo um ambiente arejado o ideal… Espero que tenham tomado cuidado com tomadas nas alturas corretas e alturas de mobiliários para funcionários, pois o maior problema enfrentado em escolas de Educação Infantil atualmente são problemas de coluna.

  2. O projeto vencedor não possui rampa de acesso ao segundo pavimento, o que é isso? Nas premissas do projeto pedia economia e eficiência na manutenção, além é claro de acessibilidade, e elevador não atenderá estes aspectos. Gostei da volumetria.
    Não achei prudente janelas de vidro de algumas salas dando direto para via pública. Acho que no projeto executivo terão que resolver alguns problemas das esquadrias, como segurança. Da próxima vez me chamem pra ser jurada, rss.

  3. Projeto venceu por qualidades eximias do modernismo, capacidade de abstração excelente, a diferenciação dos planos verticais deu volume e movimento a fachada. Aparentemente sistema construtivo simples e econômico viabilizando a construção. Acho que otimiza o bom uso do dinheiro público.Segundo a Arquitetura moderna do primeiro movimento a arquitetura tem que ser apropriada a destinação, e caso necessário a modificação o ideal é a demolição para novo projeto adequado. Linha de pensamento típico da Arquitetura Moderna do Primeiro Movimento. Provavelmente os pós-modernistas de plantão devem bradar contra, contudo não podem questionar a simplicidade arrojada e elegância de definição do partido.

  4. Muito Vidro. Muita fachada exposta. Muito ar condicionado, a não ser que utlize a cobertura para instalação de painéis solares, pela alta insolação. Pouco verde e não sustentável.

  5. PROJETO DE ESCOLA DE EDUCAÇÃO INFANTIL.
    Com todo respeito aos arquitetos, considero o projeto inadequado para educação infantil.
    É grande demais, comporta muitas crianças, o que indica que as pessoas necessitarão deslocar-se com veículos motorizados. Por ser grande demais, tem 2 pisos, o que aumenta o risco de acidentes.
    Vi apenas uma árvore, num espaço tá grande.
    Aspectos como proximidade das residências não foram observados, isso distancia os familiares do ambiente da escola com a qual podem estabelecer laços de contribuição.

    REPROVADO na minha avaliação.
    http://www.caubr.gov.br/?p=53491

    1. Vanio, a quantidade de crianças comportadas não é decisão dos arquitetos e sim definição do programa de necessidades elaborado pela CODHAB.

    2. Acredito que o programa de necessidades, que acaba determinando o porte do edifício, foi definido pela CODHAB-DF, que realizou o concurso. Assim, esta crítica não deve ser direcionada ao projeto e aos arquitetos.

  6. Parabéns aos envolvidos com o concurso, imagino que não deve ser nada fácil a sua realização.
    Fico na torcida para que se consiga mostrar e divulgar as melhorias que podemos alcançar ao se fazer concurso para obras públicas.

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