FIPA 2026

FIPA 2026 entra no calendário do CAU/BR e reforça articulação pelo patrimônio

Imagem: Ascom | CAU/BR

A incorporação do Fórum Internacional do Patrimônio Arquitetônico Brasil–Portugal (FIPA) ao calendário oficial do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil (CAU/BR) marca uma nova etapa do fórum internacional e reforça a articulação em torno da preservação do patrimônio arquitetônico.

Em entrevista ao Perspectiva CAU, o conselheiro federal Marcelo Machado Rodrigues comenta os avanços e as expectativas para a edição de 2026, em Florianópolis.

Confira, a seguir:

Perspectiva CAU: Quais foram os principais aprendizados do FIPA realizado em 2023, no Maranhão, para a organização da edição deste ano em Florianópolis?

Marcelo Machado Rodrigues: Reunir um público mais amplo, com atenção qualificada aos temas relacionados ao patrimônio, foi um dos principais aprendizados. Além disso, destacou-se a importância de estruturar compromissos voltados a ações executivas de preservação do patrimônio arquitetônico.

Perspectiva CAU: O que daquela edição deve ser mantido ou ampliado em 2026?

Marcelo Machado Rodrigues: Certamente, a organização voltada à ampliação dos temas e das ações relacionadas ao patrimônio deve ser mantida e fortalecida, especialmente aquelas que promovam a preservação e ampliem a consciência sobre a importância dos sítios e monumentos históricos.

Perspectiva CAU: O que muda no formato do FIPA Brasil–Portugal em relação à edição anterior?

Marcelo Machado Rodrigues: Nesta edição, o Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil (CAU/BR) e todo o seu conjunto autárquico, em especial o Conselho de Arquitetura e Urbanismo de Santa Catarina (CAU/SC), assumem sua primeira gestão de compartilhamento com o FIPA na organização do evento.

Essa mudança decorre da deliberação construída por mim, no FIPA 2023, em São Luís (MA), que passou a integrar o evento ao calendário oficial do CAU/BR.

Esse novo formato amplia o debate e fortalece a mobilização e o engajamento de arquitetos e urbanistas a serviço do propósito do FIPA.

Perspectiva CAU: Quais são as expectativas para o evento em Florianópolis, em termos de participação e resultados?

Marcelo Machado Rodrigues: A expectativa é de público recorde, com ampla participação na apreciação de estudos, exposições e debates sobre patrimônio arquitetônico.

Também será apresentado um resultado concreto do compromisso firmado no FIPA 2023, no Maranhão: a criação e abertura do Museu Nacional do Azulejo, em São Luís.

Além disso, durante o evento será redigida a Carta de Compromissos de Santa Catarina, com diretrizes voltadas à preservação, consolidada a partir das palestras, debates e atividades realizadas entre os dias 21 e 23 de julho, em Florianópolis (SC).

Perspectiva CAU: Como o FIPA contribui para aproximar arquitetos e urbanistas do Brasil e de Portugal?

Marcelo Machado Rodrigues: O Brasil possui forte base cultural na colonização portuguesa, com a chegada da família real em 1808, incluindo a formação urbana, arquitetônica e a própria língua. Esse vínculo histórico contribui para o intercâmbio contínuo de conhecimentos e práticas entre os dois países.

Além disso, Portugal é hoje um dos principais destinos de intercâmbio profissional para arquitetos e urbanistas brasileiros, inclusive com acordos de reconhecimento mútuo para o exercício da profissão.

Nesse contexto, o FIPA fortalece essa aproximação ao promover o resgate histórico, a troca de experiências e a consolidação de estudos e políticas de preservação do patrimônio arquitetônico entre países que compartilham raízes culturais.

 

 

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