CAU/BR

Comissão de Exercício Profissional vai regulamentar oferta de projetos pela internet

Por Emerson Fonseca Fraga, Jornalista do CAU/BR

 

 

A Comissão de Exercício Profissional do CAU/BR (CEP) vai trabalhar em uma regulamentação para a venda de projetos de Arquitetura e Urbanismo pela internet. “Nossa intenção não é coibir a oferta, mas discipliná-la e dar mais segurança ao cidadão e ao bom profissional”, explica o coordenador-adjunto da Comissão, Ricardo Fonseca. O assunto foi discutido na primeira reunião do ano da CEP, nessa quinta (1º/2) e sexta-feira (2/2).

 

De acordo com Ricardo, a demanda para tornar mais efetiva a fiscalização da oferta de serviços pela internet veio diretamente dos profissionais. “Recebemos uma série de denúncias pelo SICCAU e pela Ouvidoria e constatamos preços muito abaixo do mercado, projetos sendo vendidos sem estudos de terreno, sem avaliação das normas locais – e o pior: sem a garantia de que quem oferece os serviços é arquiteto e urbanista. Isso tudo tem o potencial para transformar o sonho do cliente em pesadelo”, explica o coordenador-adjunto.

 

Comissão de Exercício Profissional (2018): Ricardo Fonseca (coordenador-adjunto), Lana Jubé (coordenadora), Werner Albuquerque (suplente), Laís Maia (servidora do CAU/BR), Cláudia Quaresma (servidora do CAU/BR), Josemée Gomes e Fernando Oliveira
Comissão de Exercício Profissional (2018): Ricardo Fonseca (coordenador-adjunto), Lana Jubé (coordenadora), Werner Albuquerque (suplente), Laís Maia (servidora do CAU/BR), Cláudia Quaresma (servidora do CAU/BR), Josemée Gomes e Fernando Oliveira (Foto: Emerson Fonseca Fraga – CAU/BR)

 

GUIA DE ATIVIDADES TÉCNICAS

 

Em 2018, CEP quer também elaborar de um guia de atividades técnicas dos arquitetos e urbanistas, para ajudar servidores do CAU e profissionais a entenderem melhor quais são as atribuições privativas e as atribuições compartilhadas – definidas pelas Resoluções 21 (clique para acessar) e 51 (clique para acessar).

 

“A gente percebe que há dúvidas e muitos RRTs preenchidos com determinada atividade, mas com a descrição conflitante. Queremos deixar claro quais são as atividades e no que consistem”, explica o coordenador-adjunto.

 

PADRONIZAÇÃO DE MULTAS

 

A CEP também incluiu na pauta de trabalho já na primeira reunião o estudo de uma resolução para padronizar a “dosimetria” e o cálculo de multas em todo o país. “Queremos dar mais segurança aos fiscais e aos CAU/UF na aplicação das multas – para que seja aplicado o mesmo padrão com segurança em todos os estados”, afirma Ricardo.

 

Um dos desafios contínuos da Comissão é justamente a aplicação das normas profissionais com igualdade em todo o território nacional. “Com essa finalidade, vamos aprimorar as resoluções e realizar duas oficinais de capacitação de fiscais neste ano – uma em julho e uma em outubro. Vamos tratar das alterações feitas nas normas do CAU e da aplicação correta das resoluções”.

 

A segunda reunião do ano da Comissão de Exercício Profissional está marcada para os dias 8 e 9 de março.

11 respostas

  1. “Nossa intenção não é coibir a oferta”… QUE PENA ….
    .
    Na minha opinião, o CAU/BR deveria coibir SIM !
    .
    Além dos perigos apontados pelo Coordenador Ricardo Fonseca, tal prática envergonha todos os Colegas Arquitetos que lutam pela valorização Profissional da Categoria, pois esse tipo de oferta além de ser vulgar e extremamente predatória, se traduz no mais claro sucateamento da prestação de serviço à Sociedade Civil.
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    Como pode a Sociedade Civil valorizar uma Categoria Profissional, que banaliza o próprio trabalho ????
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    A primeira pergunta feita pelo Cliente é sempre aquela: – ” Por que seus honorários estão nesse patamar, se eu encontro centenas de projetos na internet por menos de R$ 500,00 ” ???

    1. Concordo, coibir a oferta seria o caminho correto. Profissionais que sequer conhecem o local, a cidade, suas características de terreno, insolacao, Entre outras… além de nem ter contato com o cliente… vira uma feirinha virtual.
      Eu mesmo denunciei ao conselheiro de minha cidade para notificar o CAU… tomara que as decisões sejam acertadas e os profissionais fiscalizados depois da conclusão desse grupo.

  2. Ótimo acho que a iniciativa é bem vinda , passei um orçamento para a responsabilidade ( RRT ) com acompanhamento técnico memorial descritivo, planta antes e depois onde mexeria com hidráulica,Elétrica,Gaz, construção e demolição de uma reforma em um Ap por R$ 800,00 e o cliente recusou meu preço porque achou uma pessoa na internet que “vende “uma RRt por R$180,00 sem ver nem o que vai ser feito.
    ABSURDO o pior é que o cliente fala onde já se vil R$ 800,00 para assinar um papel…

    1. Pois é… E o Cau ajudando no processo. É para rir. Está achando que a situação está maravilhosa para os arquitetos. Se é para ficar em um concelho que não visa nossos direitos, voltemos para o Crea. Fica no mesmo. Paciência 0.

  3. “Além dos perigos apontados pelo Coordenador Ricardo Fonseca, tal prática envergonha todos os Colegas Arquitetos que lutam pela valorização Profissional da Categoria, pois esse tipo de oferta além de ser vulgar e extremamente predatória, se traduz no mais claro sucateamento da prestação de serviço à Sociedade Civil.”
    Com toda a certeza, fora a questão de desequilibrar mais ainda a cadeia de valores. Enfim, coloquem também a opção para pagarmos ou não a anuidade.Já que está se tornando uma IMENSA feira da fruta. Isso é irreal.No fim, o Cau está trabalhando em favor de quem? Por que, sinceramente, não parece ser dos arquitetos.
    Vergonha!!!

  4. Deveriam fiscalizar também o recebimento da famigerada reserva técnica, extorsão dos clientes. Um absurdo tem loja que paga 20% pra esses ditos “profissionais”. Que valorizem e cobrem pelo seu projeto e não roubem o cliente. As lojas poderiam reverter isto em valores mais justos para seus clientes. Já passou da hora de acabar com essa mamata. O que mais revolta é que esses mesmos pilantras vão as ruas reclamar contra corrupção, dilma e o escambau, sujos falando do mal lavado. Isso tem que ACABAR!

  5. Seria bom o CAU acompanhar essa modinha no Instagram e faceook de ser “blogueiras”, pois tem muitos estudantes e “blogueiras” dando dicas de construção, projetos, reforma, mobiliário, paisagismo, indo em obra, acompanhando, postando como se fosse um profissional formado.

    1. É o que MAIS tem. Já realizei denuncia sobre isso e não deu em nada pois até a avaliação da denuncia o estudante já tinha apagado o perfil e criado um novo, nesse meio tempo se formou, fazendo exercício ilegal durante todo o curso…

  6. Projetos na internet, decoradores fazendo projetos de arquitetura, engenheiros recebendo apenas para assinar, fiscalização ineficiente…

    Estão acabando com a nossa profissão!

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