
Antes de cair na folia, existe um “bastidor” que não pode falhar: a arquitetura das estruturas temporárias. Palcos, arquibancadas, camarotes, passarelas e apoios de produção são montados em prazos curtos, com grande concentração de público e alta exigência de desempenho — e é exatamente por isso que a fiscalização técnica faz tanta diferença. Quando os CAU/UFs vão a campo para checar responsabilidade técnica, conformidade e condições de execução, o objetivo é direto: reduzir riscos, garantir segurança e assegurar rigor profissional em instalações que, mesmo temporárias, têm impacto real e imediato sobre vidas e sobre a qualidade do espaço urbano.
Os Conselhos de Arquitetura e Urbanismo das Unidades Federativas (CAU/UFs) ampliaram suas operações de fiscalização no território nacional nesta semana por meio de ações e parcerias institucionais voltadas a segurança de eventos e vistorias de rotina em capitais e no interior dos estados de Tocantins, Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro, Amazonas e Mato Grosso.
O CAU/TO reuniu-se com o Corpo de Bombeiros Militar do Tocantins (CBMTO) para definir estratégias de vistoria durante o Carnaval com o objetivo de verificar a responsabilidade técnica dos profissionais da área em estruturas temporárias, como palcos, arquibancadas e camarotes. Já o CAU/MS divulgou o balanço de 2025, totalizando 1.148 obras fiscalizadas e cobrindo 48,7% do estado. Durante as ações recentes, agentes visitaram 18 obras na região do Rita Vieira. Em Dourados, a fiscalização ocorreu em nove locais no Centro e bairros adjacentes. Dos 774 relatórios emitidos no período, 43% indicaram irregularidades iniciais.
O CAU/RJ fecha janeiro com diligências na capital e na Região Serrana, onde fiscais solicitaram o Registro de Responsabilidade Técnica (RRT) em obras nos municípios de Cordeiro, Bom Jardim e Nova Friburgo. Já na capital, o foco recaiu sobre a documentação em bairros como Ilha do Governador e Flamengo, além da apuração de denúncias em Santa Teresa e no Caju.
O CAU/AM vistoriou 34 obras em Itacoatiara, resultando em notificações em 21 casos por falta de profissionais de arquitetura e urbanismo habilitados. Já o CAU/MT percorreu Campo Verde, Primavera e Tangará da Serra durante a última semana de janeiro, além de agendar vistorias para fevereiro em cidades como Cuiabá, Rondonópolis e Sinop.