CAU/BR

Oitenta fiscais e conselheiros dos CAU/UF debatem fiscalização

 

A Comissão de Exercício Profissional (CEP-CAU/BR) promoveu em Brasília o I Seminário de Fiscalização, com a presença de mais de 80 fiscais e conselheiros dos 27 CAU/UF. Os principais objetivos foram uniformizar os procedimentos de fiscalização aplicados em todo o Brasil e readequar as resoluções do CAU/BR às diferentes realidades regionais. “Vamos usar a experiência de quatro anos dos fiscais do CAU para melhorar as resoluções”, afirmou o coordenador da CEP-CAU/BR, Hugo Seguchi.

 

No evento, os fiscais realizaram cinco estudos de caso, analisando cinco processos de fiscalização e apontando como eles agiriam nesses casos. Também debateram como podem utilizar da melhor maneira as ferramentas tecnológicas como o IGEO (programa de localização georreferenciada) e o aplicativo Mobiarq Protagonista (quer permite aos arquitetos enviarem colaborações sobre irregularidades no exercício da Arquitetura e do Urbanismo).
Segundo os fiscais presentes, a maioria das autuações refere-se a casos de exercício ilegal da profissão e a falta de RRT nas obras. Debateu-se a necessidade de a fiscalização buscar mais informações e levantar provas para melhor instruir os processos, além de melhorar o sistema quer permite aos arquitetos e urbanistas acompanhar o andamento de suas denúncias.

 

 

A expectativa é que a continuidade do debate entre os agentes de fiscalização de todo o Brasil possa futuramente dar ensejo à criação de um Plano Nacional de Fiscalização, com procedimentos e metas para todo o país.

 

Presente à abertura do evento, o presidente do CAU/BR, Haroldo Pinheiro, destacou que a fiscalzação é a principal função institucional do CAU/BR. “Contamos com o empenho das equipes dos CAU/UF para isso”, afirmou.

 

Publicado em 18/05/2016

0 resposta

  1. Já ouvi de Fiscal do CREA que se tem placa de Arquiteto, nem chega perto, nem confere.
    E se tiver faltando Resp. Técnico? Pois a placa pode ser de Autor do projeto e não tem Resp. Técnico.
    O CAU não fiscaliza, CREA faz vista gro ssa.

    1. isso mesmo eli, aqui onde trabalho é visível a rivalidade entre o CAU e o CREA. mas se o CAU não quer se dar ao trabalho de fiscalizar paciencia….. acho que nesse caso o CAU estaria querendo demais “o CREA fiscalizar e indicar arrecadação para o CAU” ou seja RTs. aqui as placas dos engenheiros, prestadores de serviços e outros ficam em local visível e a do arquiteto jogada em algum canto. e o pior, denunciar ao CAU não da em nada.

  2. Tenho comentado sempre, desde a constituição do CAU, que um dos grandes problemas é a construção feita por empreiteiros sem habilitação profissional, biscateiros etc, construções grandes inclusive. Vemos coberturas metalicas imensas construidas sobre quadras de esportes, clubes
    que volta e meia desabam com qualquer ventania, feitas por serralherias, sem nenhum aval técnico.Condomínios fazem obras e contratam pedreiros diretamente. Vemos pintores pendurados nas fachadas sem nenhum responsável técnico.
    Antigamente, os fiscais da Prefeitura andavam nas ruas olhando as construções, se tivesse um monte de areia na calçada, era o indicio de que tinha obra. Tanto o CAU, como o CREA, poderiam criar uma fiscalização com universitários, dando uma bolsa, eles percorreriam os bairros, fariam as anotações, passariam para o conselho e este comunicaria a prefeitura ou iria ao local verificar.As multas, certamente daria para pagar as bolsas e ainda sobraria dinheiro.
    Não adianta ficar multanto o Arquiteto que esqueceu de deixar a copia da ART na obra, ou que não colocou a placa, porque pelo menos a obra esta sendo feita comprojeto aprovado na Prefeitura.

  3. minha sugestão é que o CAU e o CREA se unifique no quesito fiscalização e nem assim conseguirá resolver esse número absurdo de irregularidades frequentes nas obras. uma forma que penso que poderia contribuir seria exigir das prefeituras que liberem alvará de construção somente mediante a apresentação da ART ou RRT de execução de obras. a partir daí, uma exigencia rigorosa da placa na obra constando todos os RTs, o número do referido alvará , os números de contato para possíveis denúncias e multa ao proprietário da obra pela falta da placa. a exigencia da placa acho que deveria constar de forma destacada na RRT e alertando pela multa nos casos de falta. “eu entrego a todos os clientes a placa” e ja observei que está sendo entendida como artigo de propaganda e consequentemente ignorada. assim facilita o trabalho dos fiscais e todo cidadão comum terá informes para saber identificar regularidades e/ou irregularidades da obra e fazer se necessário a denúncia. a partir daí a atuação imediata dos fiscais. aqui na região que atuo, mais precisamente itabirito/mg é possível ver placas de propaganda de tudo quanto é fornecedor e dos profissionais mesmo nada…..e quanto as denúncias atualmente faço ao CREA e eles mandam o fiscal, porque ao CAU ja desisti, fiz várias e até hoje nada.

  4. Estamos discutindo o que é de engenheiro e o que é de arquiteto, acredito que ambos possam executar quase tudo, aquilo que não é sua especialização pede-se o apoio para o outro que “habilitado”, o problema é a fiscalização, porque muitas obras não tem nem engenheiro e nem arquiteto, exemplo: aquele caso no Rio que tinha uma gerente de TI, tomando conta da obra, quando desabou o prédio, “ai” foi contratado 03 engenheiros para, fazer o laudo e tentar justificar o injustificado. É necessário uma fiscalização atuante, o efetivo do CREA e do CAU, em muitas regiões não são suficientes, deveríamos ter profissionais em regime de contrato, atuando.

  5. EM MINHA REGIÃO FOZ DO IGUAÇU – PR ATÉ AGORA NÃO VI FISCAL DO CAU NENHUM EM FISCALIZAÇÃO SOMENTE CONTAMOS COM FISCAL DO CREA QUE POR SUA VEZ NÃO É RESPONSAVEL PELOS ARQUITETOS..PORQUE SERÁ?

  6. A única fiscalização que nos interessa, é aquela em se verifique a origem do projeto arquitetônico ou urbanístico (loteamentos)e a sua execução, mas não é isso que acontece.Quando o proj. Arquitetônico ou Urba. for assinado por engenheeero, leigo nesta área privativa dos Arquitetos Urbanistas, a obra deveria ser embargada até que regularizassem a situação, ou seja que o Arquiteto assinasse o Proj. Arquitetônico, o CAU TOLERA essa primordial irregularidade!!!

    1. No caso explicito se faria um outro projeto ou o Arquiteto assinaria o projeto? Ou o Arquiteto assinaria o projeto do engenheiro que dai ficaria tudo certo. Independente da questão, deveria se questionar o projeto, porque mal feito feito pode ser por Engenheiro ou Arquiteto.

  7. A fiscalização é de grande importância, e talvez o instrumento mais eficaz para a valorização da profissão e para evitar a atuação irregular de outros tipos de profissionais, tomando espaço dos arquitetos. Isso ocorre em número muito grande, e exigirá a presença cada vez mais maciça do CAU com ações de fiscalização. Como está estruturado os CAU’s em termos de pessoal e equipamentos para atender a essa demanda?

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